Thaíssa Esteves Nunes, Designer e Ilustradora

Conhecemos a Thaíssa em NY por acaso em um curso de aquarela. Encontrar brasileiros em qualquer lugar do mundo não é uma tarefa difícil, mas encontrar uma pessoa com tanta paixão pelo mundo das artes, e com uma coragem de querer seguir vôo solo pós faculdade – mesmo que isso signifique uma incerteza profissional – não é todo dia que acontece. Aproveitamos uma ida ao museu Dia:Beacon para conversar um pouco mais com quem tem tanta afinidade pelos pincéis.

Desde quando vem o seu gosto – e talento ? – pelas artes?

Desde pequena! Minha brincadeira preferida sempre foi desenhar. Eu lembro que pegava as revistas de moda da minha mãe e copiava as modelos. Lembro também de passar as férias na casa da minha avó e brincar de pintar com acrílico nas telas que elas compravam pra mim. Minha mãe, que também sempre foi ligada à arte, sempre me levava para passear em museus. Essas referências, desde pequena, foram importantes para afinar meu olhar. Nunca fiz curso pra aprender a desenhar ou pintar, as únicas aulas mais sérias que tive foram na faculdade mesmo.

Onde você procura por inspiração, antes de criar cada desenho/pintura?

Além das experiências e viagens, eu amo fotografia e acredito que é uma das maiores fontes de inspiração pra mim. Vejo uma imagem que me inspira e já começo a imaginar a minha interpretação sobre ela. Gosto de olhar revistas, instagram, tumblr, pinterest,etc e guardo as referências que mais amo pra um dia trabalhar com ou a partir delas. Ah, e eu mesma também fotografo, claro!

Inspirações

Thaíssa tira uma foto no museu usando uma câmera fotográfica vintage que pegou emprestada do seu pai.

Como é a a sua rotina diária, no seu home office?

Acordo e tomo um chá com algo leve. Logo já vou pro meu estúdio, que fica dentro do meu apartamento. Tem dia que vou de pijama ou uma roupa confortável mesmo, tem dia que me arrumo quando sei que tenho compromisso fora. Geralmente trabalho até 13h, quando paro para almoçar, e já retorno em seguida.. Parando lá por 19h. Cada dia é diferente, seja produzindo, seja fazendo pesquisa, seja indo atrás de trabalho mesmo!

Tem dia que a criativadade só me vem de madrugada e eu não luto contra. Faço Iyengar Yoga e Ballet Pilates durante a semana para me exercitar, o que me ajuda muito com a produtividade, já que às vezes quando vejo minha mente sonhadora já está lá procrastinando.

Uma dica para quem está começando a desenhar/pintar (seja por hobby ou profissionalmente)? E outra dica para quem deseja ser freela?

A dica que tenho pra quem está começando a desenhar/pintar é só não ter medo. Não existe certo ou errado, existe a sua essência. Pra quem quer aprender mais sobre técnicas sei que tem vários cursos online legais no Skillshare. A dica pra quem quer ser freela é: disciplina! Se você quer as regalias de uma carreira de freelancer, você tem que ser determinado e ter muita disciplina para administrar tudo sozinho e conseguir se manter. Acho que um local de trabalho fora do seu quarto ajuda muito para a concentração. Faça cursos, participe de palestras, movimente-se. Você precisa circular para conhecer pessoas/empresas novas e conseguir trabalhos, além das indicações.

Desenhos e pinturas

Na sua primeira temporada em NY, Thaíssa fez cursos de aquarela e desenho na National Academy School of Fine Arts, onde conseguiu aperfeiçoar ainda mais seus traços em desenhos de rostos e feições humanas.

Qual a parte mais gratificante e a mais difícil de trabalhar para si mesma?

A parte mais gratificante é olhar pra tudo que você construiu e sentir orgulho! Além de poder fazer meus horários, programar viagens com mais facilidade, etc. A parte mais difícil é a insegurança e a cobrança interna que crio, com certeza!

O que você diria para a Thaíssa de 21 anos?

O tempo realmente passa rápido. Aproveite a liberdade que você tem, desapegue-se de saber, de ter, simplesmente seja e sinta o que existe dentro de você.

 

– Thaíssa Esteves foi fotografada por Juliana Kang em Beacon, NY.

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